Fabrico do sabão
domingo, 17 de março de 2013
A combinação dos ácidos gordos com o alcali e a separação simultânea da glicerina e do sabão no próprio líquido obtêm-se pela saponificação.
Segundo o uso seguido, o fabrico do sabão consta das seguintes operações, que são tanto de natureza química como de natureza física.
1ª Saponificação – Formação dos sais dos ácidos gordos pela acção do alcali sobre a matéria gorda.
2ª Salga – Transformação e separação do sabão isolando-o da glicerina.
3ª Clarificação pela cozedura – Saponificação completa das matérias gordas que possam não estar ainda saponificada.
4ª Purificação – Consiste em eliminar do sabão as impurezas que nele possam encontrar-se e na adição duma certa quantidade de água.
5ª Dar ao sabão a aparência de mármore – Depois de se raiar o sabão por meio duns veios semelhantes aos que se vêm no mármore, aplicam-se sobre ele as marcas indicativas da sua qualidade e outras que os fabricantes entendam dever imprimir-lhe.
Para algumas qualidades do sabão são por vezes dispensáveis uma ou outra destas operações como adiante se verá.
A fabricação pode ser feita a fogo nu ou a vapor, dependendo estes sistemas, que pouco diferem, da importância das fábricas.
Formação da massa.
A cozedura do sabão pelo fogo faz-se em grandes caldeiras, cujas dimensões dependem do desenvolvimento do fabrico.
A caldeira deve ser colocada para que nela se possa mover facilmente a espátula com que se mexe a massa.
A sua capacidade deve estar em relação com a quantidade de matérias gordas a saponificar de cada vez.
Para 100 quilogramas de gordura basta que a caldeira tenha a capacidade de meio metro cúbico.
Como é a parte inferior da caldeira que está em contacto como fogo, só um terço desta terá de ser de ferro, podendo a parte restante ser constituída de alvenaria.
A caldeira deve estar colocada inferiormente no solo, de modo que acima deste apenas fiquem uns setenta centímetros.
Para aproveitar quanto possível o calor, o gás proveniente da combustão deve ser encaminhado, por meio dum tubo, à parte inferior das caldeiras onde estiverem depositadas as lixivias e daqui para a chaminé.
Por este processo, e sem novas despesas, fazem-se evaporar fortemente as lixivias e, por consequência, obtém-se a sua concentração, o que, em certos casos, é duma grande vantagem.
Na parte inferior da caldeira deve ser adaptada uma conduta, munida no extremo de uma torneira, a fim de que a lixívia que se acumula no fundo da vasilha possa ser depositada num outro recipiente.
A construção da fornalha deve ser de modo a permitir que o fundo da caldeira seja completamente envolvido pelo gás da combustão.
Quando se procede à saponificação, deita-se na caldeira a quantidade necessária de matérias gordas, em peso, e a proporção de lixívia.
Feito isto, leva-se o misto à ebulição.
Nalgumas fábricas não se procede assim: vai-se deitando a gordura, pouco a pouco, na lixívia.
A massa transforma-se rapidamente num líquido leitoso produzido pela saponificação das matérias gordas.
Depois dum certo tempo, este líquido torna-se claro, no caso de estarem bem calculadas as proporções, começando então a formar-se a massa saponácea.
Por este processo, dificilmente se chega a obter uma proporção exacta de gordura e de lixívia, visto que ambas se transformam completamente em sabão.
O excesso de uma ou de outra destas matérias reconhecem-no os fabricantes, deitando uma gota do líquido contido na caldeira sobre uma placa de vidro.
Se depois do arrefecimento se forma um círculo gorduroso e transparente, duma cor mais clara em voltada gota já solidificada, está demonstrada a existência dum excesso de gordura.
Se, porém, a gota permanecer turva por muito tempo, há lixívia em excesso.
Quando as proporções estão bem calculadas, a gota deitada sobre o vidro perde rapidamente a sua aparência turva e torna-se numa massa viscosa.
Quando o fabricante reconhece que as proporções não estão bem calculadas, vai deitando, por tentativas, mais gordura ou mais lixívia, conforme o ensaio acusar.
Uma lixívia forte ou fraca influi muito na formação da massa saponácea.
Ao passo que certas gorduras se saponificam facilmente, sob a influência das lixivias ordinárias, outras há, como o óleo de coco, que carecem do emprego de lixivias muito concentradas.
Conforme se fizer uso da lixívia de potassa ou de soda, assim se obterão sais gordos de potassa ou de soda.
A lixívia de potassa não produz, só por si, senão um sabão muito mole; mas este pode transformar-se em sabão de soda, ou ainda em sabão de soda e de potassa.
A transformação do sabão de potassa em sabão de soda consegue-se por meio do sal da cozinha, cloreto de sódio, operação esta que, na prática, se denomina salga do sabão.
Na Saúde Natural encontra vários tipos e qualidades de sabão: Sabões granulados, Sabão de óleo de palma, Sabão branco de diferentes gorduras, Sabões de resina, Sabão de azeite, Sabão de óleo de coco, Sabão de resíduos de sebo, Sabão transparente, Sabão de oranienburg, Sabão para tirar nódoas de gordura, Sabão mole de oleígeno, Sabão granulado mole: pedido para. Clinica.de.saude.natural@gmail.com
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